Popular Post

Umbandoterapia (parte I)

By : Unknown




Muitas são as formas de enxergar as religiões. Mais especificamente, cada um tem sua forma própria e pessoal de defini-las, independente de que religião seja.

Como sugestão pessoal, que tal enxerga-las como terapia? Uma terapia que nos beneficia não só no campo espiritual como no campo material, até porque o nosso espiritual e material andam de mãos dadas.

Sou Umbandista e como tal gostaria de mostrar até onde a Umbanda, como terapia, nos pode auxiliar. Deixo agora um texto de meu irmão, amigo, mestre e Pai de Santo Heldney Cals.

Depois de lerem este texto seria interessante que cada um dos leitores, olhassem a sua religião como uma terapia em si. Talvez, isso se constitua num excelente exercício.

Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deusese reconhecer o Deus que habita em ti”.Hipócrates
Quanto se diz que a Umbanda é muito mais do que uma religião, tenho que dar toda razão. Pois a Umbanda fornece um mundo de possibilidades, que muitas vezes passam despercebidas por seus próprios adeptos.
Uma delas é a capacidade terapêutica que a Umbanda possui de forma intrínseca nos seus trabalhos mediúnicos.
Hoje, dentro do segmento espiritualista em geral, muito se valoriza a palavra terapia, mas será que existe uma compreensão real desse termo?
Terapia é um termo oriundo do grego que significa “servir a Deus”, ou “tratar através de Deus”. Ou seja, é um conjunto de processos que visam o alívio ou a cura de determinados problemas através de Mistérios Divinos.
A busca da cura através de Deus, do sagrado sempre existiu e continuará a existir. A prova disso é procura crescente que as terapias com enfoques espiritualistas ou holísticos têm tido nos últimos anos, visto que a nossa ciência clássica nem sempre é possuidora de todas as respostas.
O interessante é observar que mesmo dentro das actuais ferramentas holísticas cada vez mais nos afastamos do conceito de Deus e tentamos “cientificar” os ensinamentos, ou fundamentos das mesmas, tornando-a mais próxima da medicina alopática. Não é que exista nada de errado com o modelo citado, mas sua acção e fundamentação são diferentes dos modelos espiritualistas.
Assim, entendendo que terapia é curar com ou através Deus, encontramos na Umbanda um excelente agregado de métodos e experiencias que tratam os mais variados tipos de problemas.
Na Umbanda temos: Olorum (Deus); Orixás (divindades); Guias espirituais (Mestres de Luz); Conceitos; Doutrina e liturgia religiosa; Magia; Passe energético e espiritual; Alinhamento de chacras; Mediunidade; Desobsessão; Quebra de Magia Negativa; Aconselhamento espiritual; e tantos outros recursos que visam o equilíbrio, o bem-estar, a transformação e desenvolvimento humano, que o leva a processos de cura em vários campos e sectores da vida.
Mas como se processa a terapia na Umbanda?
Por mais que eu venha a dissertar sobre isso, será sempre uma visão parcial e limitada dos inúmeros caminhos terapêuticos que a Umbanda oferece.
Podemos dizer que essa terapia espiritual, magística e religiosa da Umbanda se processa através de métodos e estados diferentes, pois o processo se dá tanto nos assistentes como nos seus médiuns.
Sem querermos estabelecer uma ordem, vamos tentar formata-la da seguinte forma:
1. O consulente, que já cansado de tentar auxílio de várias outras maneiras, procura na Umbanda o “milagre” que transformará sua vida.
Normalmente esse primeiro contacto se dá em busca de soluções quotidianas, das quais os Guias tentam, dentro do possível, auxiliar da melhor maneira possível, aconselhando, realizando passes espirituais e receitando alguma oferenda magística de modo a criar um campo propiciador do objectivo por ele (o Guia) pretendido em função das necessidades do assistido.
Aqui as coisas podem seguir duas vertentes:
a. O consulente sente rápidas melhoras e isso traz uma maior confiança e abertura de sua parte, o que facilita muito a acção de sua cura e transformação interior.
b. O consulente não sente melhoras, ou se recusa a escutar os conselhos dos Guias; aqui também teremos duas variantes:
I.            Aquele que não querem melhorar ou aprender, e esperam que os outros e a vida façam tudo que eles querem para se sentirem melhor.
II.            E aqueles que querem entender e aprender como podem fazer para se ajudar; claro que esse comportamento está implícito no primeiro caso, o que sentiu as melhoras.
Nesse caso como no primeiro, é normal que o iniciante na Umbanda queira aprender um pouco sobre o novo universo que a ele se apresenta.
Na sua busca de entendimento ele logo se depara com uma das leis de Umbanda que diz: “Quem deve paga. Quem merece recebe!”
Essa lei flui de forma natural a todos nós e a achamos justa, e logo esse consulente quer saber mais, pois interessa a ele também se tornar merecedor ou mais merecedor.
2. Aqui começa a segunda etapa, a do aprendizado, o da instrução e a doutrinação.
Lembro que esse processo dura a vida toda, o tempo todo temos que procurar aprender, conhecer e se melhorar.
Nesse processo o iniciado vai aprendendo, conhecendo, se auto avaliando, se transformando, se melhorando. E a medida que essa transformação, essa melhora acontece, um novo ser começa a surgir, sua maneira de estar com os outros, na vida também se transforma, o que inevitavelmente trará uma nova consequência, situações mais favoráveis, mas também novos desafios.
E a medida que novos desafios surgem ele quer saber mais, quer aprender sobre Deus e seus mistérios e a medida que aprende, vai conhecendo mais sobre ele mesmo e quer mais meios e força para supera-los.
Nesse período o consulente já alterou sua fé, já enxerga Deus, os Orixás, os Guias de uma outra forma, ele já não escuta os Guias unicamente como o aflito que quer ver resolvido seus males, ele escuta como aquele que acredita, que confia, que de todo coração quer crescer, se desenvolver e se tornar uma pessoa melhor. E tudo isso, ele passa muitas vezes sem se aperceber, pois o processo é quase sempre muito subtil.
3. Normalmente aqui começa um terceiro estágio de seu tratamento, de seu desenvolvimento e ele é convidado por um dos Guias da casa a se desenvolver de uma forma mais ativa sua mediunidade; pois até então ele só a desenvolvia através de comunicação com os Guias e com alguns rituais e orações.
4. Aqueles que aceitam, começam a desenvolver sua mediunidade de Umbanda de uma forma mais activa e o processo de cura se torna mais intenso, pois ele vai aprendendo a sentir o sagrado “dentro” dele de uma outra forma. Ele começa a sentir a força dos Guias, dos Orixás e esse sentir já faz por si mesmo uma transformação, já faz uma cura.
Com o tempo, ele começa a prender com seus Guias, pois a medida que seus Guias vão aconselhando, ensinado outros assistentes, vão ensinando a seu médium também. Ele vai aprendendo uma nova forma de ver a vida, pois muitas vezes a visão, ou a acção do Guia é contrária aquilo que ele pensa e acredita. E por confiar no “seu” Guia, ele começa a refletir sobre “suas” próprias verdades.
Com o tempo ele começa, de forma imperceptível a “absorver” as qualidades de seus Guias e Orixás, sua personalidade vai lentamente e naturalmente sendo moldada através do contacto e do serviço ao sagrado que vibra dentro dele.
Uma poderosa reforma íntima começa à acontecer através de sua proximidade estreita com os Guias e com os Orixás
A oportunidade de trabalhar e se desenvolver com diversos Guias, com diversas linhas de actuação dá ao médium de Umbanda um aprendizado impar. Pois além das características individuais de “seus” Guias, ele absorve uma valiosa forma de conhecimento e transformação através dos modelos (arquétipos) sociais que se apresentam nas diversas linhas de trabalho de Umbanda.
Os Guias que atuam na Umbanda se apresentam dentro de uma determina estrutura psíquica social que facilitam o trabalho de cura e transformação levado a cabo por esses missionários da luz.
O médium de Umbanda, agora umbandista, aprende a conhecer, respeitar e amar o diferente: de exu a preto velho, passando por caboclos, baianos, boiadeiros, crianças e etc. Ele vai aprendendo a conviver com o negro, com o branco, com o índio, com o humilde, com o sarcástico, com o doce, com bravo, etc.
Assim os arquétipos sociais e comportamentais trazidos pelos Guias, criam um impacto doutrinário que associado aos mistérios dos Orixás acoplados em cada linha de trabalho e em cada Guia vai moldando a psique do médium, o fazendo manifestar suas qualidades inconscientemente auxiliando em todos os aspectos de sua vida.
E sem se dar conta, motivado pela vontade de ser melhor, de se sentir melhor, de aprender, de crescer o médium vai superando bloqueios, mentais, emocionais, psíquicos, comportamentais e espirituais.
E vai desenvolvendo uma tranquilidade, uma serenidade dentro dele e o vai deixando mais confiante de viver e vivenciar a vida, pois ele sabe e sente que ele e o sagrado são apenas um, que os dois são partes de uma banda.


“Umbandoterapia – A Terapia de Umbanda

Por Heldney Cals



Lancelot





___________________________________________________________________________________

Sobre o autor:
Nome: Lancelot
Página: Fórum Portais de Luz

As torrentes

By : Unknown
A Lunática- Johfra Bosschart


Tal qual aquele que se deixa arrastar pelas torrentes astrais, a Lunática caminha errante, seguida por um turbilhão de formas inexatas que lhe conduzem a contínua danação. Aih dela que atordoada não enxerga, o aceno bondoso daquele que lhe indica a verdadeira direção.


 por Nienna








                                                                                                                                                  
Sobre a autora:
Nome: Nienna Stellar
Página: Filosofia Oculta

Kabbalah, Harry Potter e Percepção da Realidade

By : Unknown




Kabbalah é a ciência de receber, é uma mapa transcendente da realidade humana que orienta e desenvolve o estudante para a aproximação do Criador. Fácil não?!

Pois bem, existem por ai muitas ideias equivocadas e malucas sobre o que viria a ser Kabbalah e como utiliza-la. Alguns Harry Potter's de plantão vão advogar a favor das construções magísticas com os nomes divinos e as Sephiroth afirmando que tais poderes darão ao individuo comando sobre os elementos e anjos... Seria possível?

A resposta para tais questionamentos eu devolveria com outros mais interessantes... Porque você vive? Qual o verdadeiro motivo pelo qual você, caro leitor, respira?  Porque desejamos controlar a realidade? E porque trememos intimamente ao ouvir os nomes Sagrados da Kabbalah?

As necessidades humanam e as perguntas acima inquietam e refletem uma realidade muito maior do que os livros da dita Kabbalah pratica advogam, primeiramente precisamos compreender o que somos, para então determinar o que faremos com as respostas que recebemos.

Somos uma caixa preta com cinco pequenas aberturas (alguns com outras a mais, mas a maioria com 5) , essas aberturas na verdade não são aberturas são resistências, membranas que captam e  filtram a Realidade Maior encaminham uma mensagem decodificada em impulsos bioelétricos para um supercomputador que funciona baseado em um Programa, este Programa define prioridades e interpreta os sinais biolétricos e processa aquela Realidade com base na satisfação do próprio Programa. Entenderam?!

Bom, vamos dar nomes aos bois, os sentidos captam uma parte da Realidade Ultima (a exemplo da visão humana que só capta o espectro do vermelho ao violeta), transformam a mensagem em impulsos bioelétricos que são processados pela massa cinzenta nos traduzindo apenas uma parte daquilo que realmente está lá fora.

Ou seja, Jovem Gafanhoto, você vive aprisionado em uma caixa em que acredita dominar, falar e fazer acontecer sendo que na verdade você interage com a uma infinitesimal parte da realidade. Considerando que a realidade tende ao infinito, dada as características do Criador, matematicamente seu contato com o Mundo Real tende a 0.

Percepção Humana
                                         ≈ 0 de Percepção
Realidade Infinita

Portanto antes de pensar em conquistar o universo através dos nomes dos anjos e criador compreenda-se, ou como diria o Grande Oráculo de Delfos “Homem, conhece a ti mesmo.”






_________________________________________________________________________________
Sobre o autor
Nome: Malklord
Página: Filosofia Oculta

Prosperidade

By : Unknown



“ A prosperidade está dentro de ti, basta que permitas que a Luz de Deus penetre no teu interior. Se assim o fizeres, as portas se abrirão.”Guardião do Raio Branco.

O que é prosperidade?
Difícil definir. Na verdade será um conjunto de fatores que, quando reunidos, nos auxiliam a caminhar na estrada da vida.
E será que já não caminhamos?
Caminhamos sim. Mas caminhar, no sentido da prosperidade, é seguir em frente. E o que acontece hoje é que o nosso caminhar assume outras direções que o simples seguir em frente. Caminhamos para os lados, caminhamos para trás e por vezes paramos no mesmo lugar tempos infinitos. 
E não será necessário caminhar desta forma?
É necessário sim. O que não é necessário será caminhar nestas direções continuadamente.Os caminhos do passado já estão trilhados, de forma alguma os podemos caminhar de novo. E de nada adianta ficar parado, estagnado, a pensar se o caminho foi o correto ou não. Ou, quem sabe, talvez existissem outras a tomar e não as tomamos por escolha própria.

Seja como for, o primeiro passo já foi dado. Agora é hora de prosseguir, de retirar todo o aprendizado possível sobre essa estrada, enumerar os erros, identificar as dificuldades e sorrir as alegrias. Feito isto, prossigamos então, deixando no passado aquilo que lhe pertence.

O passado só serve como exemplo, como lição. Nossa sementeira de hoje, marcará a colheita de amanhã. Hoje estamos a recolher o que semeamos ontem, não tem como alterar a semeadura.

Jamais devemos esperar que tudo se resolva como num passe de magia. Os obstáculos da vida não desaparecem, podem sim, tomar outras proporções e assumir outros ângulos de visão. Devemos sim nos posicionar perante a vida de forma que o crescimento e a evolução seja uma constante e nos direcione no caminho certo, mas não esqueçamos que o caminho certo se chama merecimento.

Agora sim, com as amarras do passado quebradas, podemos então absorver as vibrações Divinas do presente, que nos levarão a prosperar em todos os sentidos, mas para que possamos prosperar em todos os sentidos da nossa vida, se faz necessário que criemos, para nós próprios, as condições ideais para que tal possa acontecer.


Devemos cortar com prisões passadas, vícios antigos e obsoletos. Estes são os primeiros travões que nos impedem de conseguir tal demanda. Do nosso passado só o aprendizado serve.

  • Se faz necessário toda uma higiene diária. Higiene física, mental, sentimental, mediúnica, espiritual, energética, etc. Tudo o que vibramos, atraímos certo?

  • É essencial sentir a presença do nosso Criador em cada passo que damos. Pois assim prosseguiremos confiantes em cada passo dado.

  • Se faz necessário “iluminar” nosso caminho. Se caminharmos na Luz enxergaremos todas as oportunidades que a vida tem para nos mostrar e nos dar. Se caminharmos na escuridão, passaremos ao lado de todas essas oportunidades. A escolha é nossa.

Jamais deveremos caminhar correndo. Em boa verdade, correndo se chega mais rápido ao objetivo, mas se perde todo um conjunto de vivências e oportunidades.






_________________________________________________________________________________
Sobre o autor:
Nome: Lancelot
Página: Fórum Portais de Luz







Os doze trabalhos de Hércules (parte I)

By : Unknown

Diferente da ordem em que são narrados dentro da mitologia, sob a perspectiva astrológica/iniciática os doze trabalhos de Hércules seguem uma ordem que facilita o entendimento da correlação entre eles.
Aqui neste texto será abordado, obviamente, o enfoque astrológico dos trabalhos, que são retratados, em riqueza de detalhes e extremo simbolismo, por Johfra Bosschart, pintor surrealista e ocultista de nacionalidade holandesa.
O primeiro trabalho é A captura dos cavalos antropofágicos


(O controle da mente)

Diómedes, rei da Trácia, filho de Ares, possuía cavalos que vomitavam fumo e fogo, e que, por ordem de seu dono, comiam os estrangeiros que as tempestades jogavam em seu país. Hércules, cumprindo mais um de seus trabalhos, entregou-o à voracidade de seus próprios animais. 
Este primeiro trabalho está relacionado ao signo de Áries, que no grande homem cósmico representa a cabeça, sendo portanto um signo mental. O cavalo simboliza a atividade intelectual, levando-nos a compreensão de que tudo começa com o controle da mente.
Análise de simbolismo:
O guerreiro, logo atrás do carneiro simboliza Marte, o planeta atribuído ao signo de áries. 
Ao fundo da imagem acima, vemos uma mulher, vestida de verde, com os olhos vendados que caminha tateando a sua volta, simbolizando aqueles que ainda não aprenderam a dominar sua mente, vendados pelo véus de Maia, sendo, por isso, ainda cegos em sua caminhada. 
E mais ao fundo, logo abaixo da tocha que o guerreiro segura, pode-se ver a figura do mago, exatamente  igual ao primeiro arcano maior do tarot (ou segundo arcano maior, se o Louco for considerado o primeiro), que simboliza aquele que já tem conhecimento de suas potencialidades, aquele que já exerce o domínio de suas paixões estando, por isso, apto a iniciação.

O segundo trabalho é A Captura do touro de Creta

 (O aprendizado sobre a natureza dos desejos)

Levar o Touro de Creta vivo até Euristeu. O touro era enraivecido e aterrorizava o povo da ilha grega de Creta, pois Poseidon, o deus dos mares, o havia oferecido a Minos, rei local. Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu. Obviamente, este trabalho está relacionado ao signo de Touro. É a consumação do trabalho anterior, que se iniciou no controle da mente, agora precisa aprender sobre a natureza dos seus desejos a fim de alcançar um maior conhecimento de si mesmo.
Análise de simbolismos:
Logo em primeiro plano vemos o simbolo astrológico de touro dentro de uma flor de sete pétalas. Logo atrás o guerreiro que outrora lutava, agora está deitado ao solo, numa postura de apego ao material e desinteresse pela espiritualidade, indicando um dos maiores defeitos deste signo. Logo atrás dele podemos ver duas crianças que brincam, despreocupadamente, com o elmo do guerreiro, elas representam os elementais da terra, elemento ao qual este signo está relacionado.
Sentada sobre o touro vemos uma mulher que segura uma tocha (a luz do conhecimento) que também representa o elemento fogo, a mulher esta ornada com uma coroa de flores, tal qual a Imperatriz do tarot. Logo atrás dela, no ar, vemos um cupido carregando duas pombas, numa referência ao elemento ar e a Vênus (que na mitologia era equivalente a Afrodite, mãe de Cupido e deusa do amor), planeta regente do signo de touro. Ao fundo, na mesma posição que na imagem anterior era ocupada pelo Mago, agora vê-se a sacerdotisa do tarot, sentada entra as duas colunas (Jaquim e Boaz) 

O terceiro trabalho é A colheita dos pomos de ouro

(O conhecimento de si proprio)

Outro trabalho foi colher os pomos de ouro das Hespérides, filhas de Héspero. Os pomos eram maçãs dedicadas à Juno, por ocasião de seu casamento e eram vigiadas por um dragão. Com a ajuda de Atlas, titã que fora condenada a sustentar o firmamento nas costas, Hércules conseguiu as maçãs e entregou-as a Euristeus.
Como podemos entender, este trabalho representa o signo de Gêmeos e o trabalho ativo sobre si mesmo, a fim de alcançar o conhecimento de si mesmo.

Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos um macaco segurando um globo e um esquadro, simbolizando a evolução e a consciência. Em seguida, vemos dois gêmeos segurando um caduceu. O homem (polaridade masculina) aponta para cima, simbolizando sua condição ativa (triângulo voltado para cima), já a mulher aponta para baixo, simbolizando sua condição passiva (triângulo voltado para baixo) Ao mesmo tempo, este mesmo posicionamento adotado por ambos, remetem a segunda lei hermética; a lei da correspondência.
O caduceu que os gêmeos seguram é o símbolo relacionado a mercúrio, planeta relacionado ao signo de gêmeos.
Atrás da mulher vemos um anjo segurando dois cântaros, semelhante a Temperança, o décimo quarto arcano maior, símbolo da harmonia e do equilíbrio. Do lado oposto, atrás do homem, vemos o louco, arcano de número zero ou vinte e dois, que representa o desequilibrio, a inconsequencia. Atrás deles estão as duas colunas, Jaquin e Boaz, e sobre elas o símbolo do Sol e da Lua. Dois dragões enrolados nas colunas, se entrelaçam acima dos gêmeos, na altura da pelve de outros dois gêmeos suspensos no ar. Estes dragões representam o casamento alquímico.

O quarto trabalho é A Captura da corsa

(O desenvolvimento da intuição)



Caçar a Corsa de Cerínia, um animal lendário com chifres de ouro e pés de bronze. Por causa da grande velocidade com que o animal se locomovia, Hércules demorou um ano para capturá-la e levá-la a Euristeus. Este trabalho está relacionado ao signo de Câncer. Desenvolvimento da intuição= Signo de Câncer (que tem como planeta regente a Lua, que é o astro relacionado a essa característica)
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos uma espécie de crustáceo, simbolizando o signo de câncer, mais abaixo dele estão algumas mãos segurando objetos, onde uma delas segura um medalhão com o símbolo do signo de câncer. Ao lado dessas mãos é possível ver um escaravelho carregando uma pérola, o escaravelho é o símbolo egípcio da reencarnação e a pérola que ele carrega é a alma.

O crustáceo levanta as garras dianteiras em direção a lua, planeta (satélite) referente ao signo de câncer. Ao lado da lua podemos ver um mulher com um arco, simbolizando a deusa Diana (deusa lunar). Logo acima dela podemos ver mais algumas mãos, uma delas segurando um globo com uma cruz, simbolizando o quarto arcano maior.


O quinto trabalho é Matar o Leão de Nemeia 

(Aprendizado sobre o uso do poder e da coragem)


Matar o Leão que apavorava a cidade de Neméia, e levar a pele até Euristeus. Hércules vendo que não conseguia vitória com sua clava ou suas setas matou-o com as próprias mãos. Chegando a frente de Euristeus, este ficou tão assustado com a demonstração de força de Hércules, que ordenou que as próximas provas de vitória fossem feitas fora da cidade.
Este quinto trabalho está relacionado ao signo de Leão, quinto signo do zodíaco. Do ponto de vista oculto, o homem vem se preparando desde o primeiro trabalho, quando aprendeu a dominar sua mente, até chegar o momento em que se torna a verdadeira estrela flamejante: o pentagrama. (Vide Eliphas Levi)
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos o leão, símbolo deste signo, junto ao Sol, seu astro regente. Abaixo dele vemos a luta de Hércules com o leão, simbolizando também o décimo primeiro arcano maior; a força. Do outro lado vemos Apolo, deus solar, e aos seus pés o símbolo astrológico deste signo.

E encerrando esta primeira parte, o sexto trabalho: A tomada do cinturão de Hipólita

(A preparação do discípulo para a iniciação)

Admeta, filha de Euristeus, desejava muito possuir o cinto de ouro de Hipólita, a rainha das amazonas, que era um povo constituído apenas de mulheres e propensas a guerrear. Hércules foi incumbido de buscar o cinto de ouro e assim o fez, com ajuda de alguns voluntários.´
Este trabalho está relacionado ao signo de Virgem, signo onde a cosnciência crística é concebida e nutrida através do período que engloba do signo de Virgem a Peixes.
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos um anjo com características femininas simbolizando o signo de virgem, em suas mãos carrega uma ramo de trigo, simbolizando entre outras coisas a pureza e a colheita (feita na época do ano correspondente a este signo). Suas vestes são longas e se fundem com o solo fértil, numa alusão ao princípio feminino gerador. Sob seus pés o símbolo astrológico deste signo. Do lado direito um livro com o desenho da árvore da vida, representando os estudos cabalísticos. Ao lado do livro está o Ibis, pássaro consagrado a Isis, que simboliza a iniciação em sim. Do outro  lado é possível ver um chacal, simbolizando a atenção e alerta na execução das obras. Ao seu lado encontra-se um atanor e uma fornalha, simbolizando os conhecimentos alquímicos. Acima da imagem vemos mercúrio, deus que dá nome ao planeta regente deste signo. E ao fundo, as duas colunas com a figura de um homem no meio, simbolizando o ternário. 



Assim, concluo aqui esta primeira parte, dando liberdade a todos para que comentem e complementem aquilo que julgarem incompleto.  Na próxima postagem darei continuidade aos outros seis trabalhos. 





_________________________________________________________________________________
Sobre a autora:
Nome: Nienna Stellar
Página: Filosofia Oculta

Calendário Lunar 2014- últimas unidades

By : Unknown

Tamanho 40x30 (poster)

Informações contidas: 
Solstícios
Conjunções
Eclipses
Chuva de meteoros
Passagem de cometas
Asteroides 
Apogeu / Perigeu
Constelações (zodíaco)

Últimas unidades, COMPRE AQUI
Tag : ,

- Copyright © Filosofia Oculta - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -