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A Verdadeira Natureza

By : Unknown



Já parou para observar os seus sentimentos?  Como você se sente neste momento? Provavelmente esta entediado e buscava algo diferente para preencher o tempo. Talvez tenha tirado um tempo para se aprofundar nos conhecimentos ocultos... Mas o que realmente move você? O que o faz respirar, acordar, viver a sua vida? Porque você acaba de se acomodar na cadeira de uma forma diferente? Porque você come, trabalha, estuda e alguns poucos buscam as realidades espirituais?

Neste momento você deve estar chateado porque eu só faço perguntas e faço tantos rodeios para dar as vezes explicações simplistas para fenômenos tão "naturais".
Como diria uma famosa  propaganda: as perguntas movem o mundo... E é a consciência da força e da intenção por trás de cada ato "comum" que poderemos nos elevar acima de nos mesmos e alcançar o Pensamento Supremo que governa e sustenta a Existência.

Mas voltando as perguntas, analise cada uma das respostas e o que tem de comum entre todas elas... Normalmente responderemos coisas como necessidades biológicas, necessidades sociais, necessidade de sobrevivência, necessidades existenciais afins, para vivermos mais confortavelmente, estava cansado da posição anterior e etc... O que há de comum aqui? Necessidades? Mas ai eu lhes pergunto, são necessidades mesmo ou eu posso desejar não ter nada disso? Posso parar de comer, parar de trabalhar parar de estudar... Posso desejar o que quiser no entanto nem sempre isso eh agradável a todos...

Percebem que  buscamos sempre algo para nos satisfazer? Algo mais adequado as nossas inclinações? O que isso significa?
Ahh Malk! Você ta falando besteira eu não trabalho porque eu quero, eu trabalho porque eu necessito de dinheiro para comprar as coisas necessárias para viver... 
Acho que a essa altura você esta com aquele sorriso no canto da boca percebendo a realidade por trás de suas motivações.
Perceber a natureza de nossas inclinações é o segundo passo  rumo a Correção (Heb. Tikkun), a união com A Força que a tudo governa e sustenta. 

Resumindo, somos seres que desejam receber prazer, seja ele na forma de necessidades básicas, reconhecimento social ou até mesmo um relacionamento dito sem interesses tem no seu fundo o desejo egoísta de satisfação própria. Essa natureza egoísta é exatamente oposta a Lei Natural ao próprio Criador.
Por isso, todas as nossas ações e pensamentos são orientados para a autossatisfação em seus mais variados aspectos, desde a sede por água até a sensação de "dever cumprido" ao fazer caridade.
Como havia falado em outras postagens, o conhecimento da nossa verdadeira natureza nos habilita questionamentos maiores e a verdadeira interpretação dos escritos kabbalisticos. Saberemos interpretar corretamente as intenções por trás de ações comuns e realizar o verdadeiro trabalho humano, corrigir-se.

Mas isso é assunto para um outro post.




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Sobre o autor
Nome: Malklord
Página: Filosofia Oculta



Guantánamo dos Filósofos

By : Ricardo


Quem sou? Por que sou? E até quando serei?
E depois de deixar de ser, o que hoje penso que sou,
O que então serei?

Acordar, trabalhar e dormir. Conseguir todo o dinheiro do mundo, mas não ter tempo para gastar. Desperdiçar uma existência inteira sem fazer nada realmente significativo. Uma faculdade e um emprego disputado não lhe dará o que você realmente necessita. Mas o que fazer, se nem você sabe pelo que seu espirito anseia? Como saberia de algo que desconhece em seu mundo?


Quando o Homem provou da árvore do conhecimento, passou a notar os outros. E carregado de certezas começou a aprisionar seus irmão na vida que arquitetou, conheceu o externo e esqueceu o interno.
Quando nascemos somos recipientes vazios feitos do mais puro ouro, a sociedade profanada pelos excessos de uma vida imunda nos preenche com seu precioso lixo, e crescemos envoltos pela sujeira que esconde nossa natureza valiosa.

Qual o coração da existência humana?
Qual o seu verdadeiro propósito?

Essa sociedade ignora dúvidas como essa e escolhe apenas existir. Povoam as mesas dos bares, dançam até que os pés estejam liquefeitos e fazem sexo de todas as formas permitidas pelas leis da física, porém jamais elevam seus olhos para o firmamento, jamais se perguntam o que existe além dele.


E aqueles que precisam de uma esperança ou de um consolo para continuar vivendo suas vidas amargas, buscam ajuda nos fragmentos da verdade alheia, formando uma massa parada no mesmo lugar, se contentando com a ponta da verdade que encontraram, parando de caminhar para viver à sombra de alguém tão perdido quanto.
Buscam nos outros o que encontrariam sozinhos em seu próprio coração. Deixam suas personalidades para trás para viver a de outros, e quando se deparam com um espelho enxergam apenas um ladrão de personalidades que matou sua própria essência. Deixam para depois tudo aquilo que iria diferenciá-los dos outros, como se o depois fosse infinito.

"Muitos foram os que desceram pelo abismo do inconsciente sem conseguir voltar.
Os manicômios são sua moradias, pois deles são o reino da insensatez.
Outros - muitos poucos, apenas os escolhidos -
seriam capazes de contar o que há por trás da loucura..."

H.P. Lovecraft
 Alguns, muito poucos, conseguiram ver sem olhar, ouvir sem escutar, sentir sem inalar, tocar sem apalpar, degustar sem provar, o verdadeiro mistério escondido por trás da matéria, do físico, nem todos foram fortes o suficiente para permanecerem sadios perante a sociedade, mas puderam se aproximar da verdadeira essência, do coração do existir.

Somos parte de uma grande força, somos ela. Energia suja para ser purificada. O astral é nosso pai, a matéria nossa mãe.
A matéria(nosso corpo) é o frasco utilizado para a retificação da energia, para que esta possa retornar a Unidade Eterna. A terra é um grande forno alquímico.
Nossa mãe tem paciência, como uma boa alquimista. Não desiste facilmente perante o fracasso, repetindo o processo com as substâncias que continuam imutáveis. 
Isso é um fluxo infinito, o grande forno precisa dos frascos para continuar operando e o astral necessita de um local de purificação da energia que suja durante a circulação.

A Terra nos Transmuta para o Astral



                                                                                                                                            



Muitas vezes, Pedro, você fala 
Sempre a se queixar da solidão 
Quem te fez com ferro, fez com fogo, 
Pedro É pena que você não sabe não 
Vai pro seu trabalho todo dia 
Sem saber se é bom ou se é ruim 
Quando quer chorar vai ao banheiro 
Pedro as coisas não são bem assim 
Toda vez que eu sinto o paraíso 
Ou me queimo torto no inferno
 Eu penso em você meu pobre amigo 
Que só usa sempre o mesmo terno 
Pedro, onde você vai eu também vou 
Mas tudo acaba onde começou 
Tente me ensinar das tuas coisas 
Que a vida é séria, e a guerra é dura 
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro 
E deixa eu viver minha loucura
 Lembro, Pedro, aqueles velhos dias 
Quando os dois pensavam sobre o mundo 
Hoje eu te chamo de careta, Pedro 
E você me chama vagabundo 
Pedro, onde você vai eu também vou 
Mas tudo acaba onde começou 
Todos os caminhos são iguais 
O que leva à glória ou à perdição 
Há tantos caminhos tantas portas 
Mas somente um tem coração
 E eu não tenho nada a te dizer 
Mas não me critique como eu sou 
Cada um de nós é um universo, 
Pedro Onde você vai eu também vou 
Pedro, onde você vai eu também vou 
Mas tudo acaba onde começou 
É que tudo acaba onde começou 
Meu amigo Pedro

Meu Amigo Pedro - Raul Seixas




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SOBRE O AUTOR
Nome: Neo
Página: Intratesta


Umbandoterapia (parte I)

By : Unknown




Muitas são as formas de enxergar as religiões. Mais especificamente, cada um tem sua forma própria e pessoal de defini-las, independente de que religião seja.

Como sugestão pessoal, que tal enxerga-las como terapia? Uma terapia que nos beneficia não só no campo espiritual como no campo material, até porque o nosso espiritual e material andam de mãos dadas.

Sou Umbandista e como tal gostaria de mostrar até onde a Umbanda, como terapia, nos pode auxiliar. Deixo agora um texto de meu irmão, amigo, mestre e Pai de Santo Heldney Cals.

Depois de lerem este texto seria interessante que cada um dos leitores, olhassem a sua religião como uma terapia em si. Talvez, isso se constitua num excelente exercício.

Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deusese reconhecer o Deus que habita em ti”.Hipócrates
Quanto se diz que a Umbanda é muito mais do que uma religião, tenho que dar toda razão. Pois a Umbanda fornece um mundo de possibilidades, que muitas vezes passam despercebidas por seus próprios adeptos.
Uma delas é a capacidade terapêutica que a Umbanda possui de forma intrínseca nos seus trabalhos mediúnicos.
Hoje, dentro do segmento espiritualista em geral, muito se valoriza a palavra terapia, mas será que existe uma compreensão real desse termo?
Terapia é um termo oriundo do grego que significa “servir a Deus”, ou “tratar através de Deus”. Ou seja, é um conjunto de processos que visam o alívio ou a cura de determinados problemas através de Mistérios Divinos.
A busca da cura através de Deus, do sagrado sempre existiu e continuará a existir. A prova disso é procura crescente que as terapias com enfoques espiritualistas ou holísticos têm tido nos últimos anos, visto que a nossa ciência clássica nem sempre é possuidora de todas as respostas.
O interessante é observar que mesmo dentro das actuais ferramentas holísticas cada vez mais nos afastamos do conceito de Deus e tentamos “cientificar” os ensinamentos, ou fundamentos das mesmas, tornando-a mais próxima da medicina alopática. Não é que exista nada de errado com o modelo citado, mas sua acção e fundamentação são diferentes dos modelos espiritualistas.
Assim, entendendo que terapia é curar com ou através Deus, encontramos na Umbanda um excelente agregado de métodos e experiencias que tratam os mais variados tipos de problemas.
Na Umbanda temos: Olorum (Deus); Orixás (divindades); Guias espirituais (Mestres de Luz); Conceitos; Doutrina e liturgia religiosa; Magia; Passe energético e espiritual; Alinhamento de chacras; Mediunidade; Desobsessão; Quebra de Magia Negativa; Aconselhamento espiritual; e tantos outros recursos que visam o equilíbrio, o bem-estar, a transformação e desenvolvimento humano, que o leva a processos de cura em vários campos e sectores da vida.
Mas como se processa a terapia na Umbanda?
Por mais que eu venha a dissertar sobre isso, será sempre uma visão parcial e limitada dos inúmeros caminhos terapêuticos que a Umbanda oferece.
Podemos dizer que essa terapia espiritual, magística e religiosa da Umbanda se processa através de métodos e estados diferentes, pois o processo se dá tanto nos assistentes como nos seus médiuns.
Sem querermos estabelecer uma ordem, vamos tentar formata-la da seguinte forma:
1. O consulente, que já cansado de tentar auxílio de várias outras maneiras, procura na Umbanda o “milagre” que transformará sua vida.
Normalmente esse primeiro contacto se dá em busca de soluções quotidianas, das quais os Guias tentam, dentro do possível, auxiliar da melhor maneira possível, aconselhando, realizando passes espirituais e receitando alguma oferenda magística de modo a criar um campo propiciador do objectivo por ele (o Guia) pretendido em função das necessidades do assistido.
Aqui as coisas podem seguir duas vertentes:
a. O consulente sente rápidas melhoras e isso traz uma maior confiança e abertura de sua parte, o que facilita muito a acção de sua cura e transformação interior.
b. O consulente não sente melhoras, ou se recusa a escutar os conselhos dos Guias; aqui também teremos duas variantes:
I.            Aquele que não querem melhorar ou aprender, e esperam que os outros e a vida façam tudo que eles querem para se sentirem melhor.
II.            E aqueles que querem entender e aprender como podem fazer para se ajudar; claro que esse comportamento está implícito no primeiro caso, o que sentiu as melhoras.
Nesse caso como no primeiro, é normal que o iniciante na Umbanda queira aprender um pouco sobre o novo universo que a ele se apresenta.
Na sua busca de entendimento ele logo se depara com uma das leis de Umbanda que diz: “Quem deve paga. Quem merece recebe!”
Essa lei flui de forma natural a todos nós e a achamos justa, e logo esse consulente quer saber mais, pois interessa a ele também se tornar merecedor ou mais merecedor.
2. Aqui começa a segunda etapa, a do aprendizado, o da instrução e a doutrinação.
Lembro que esse processo dura a vida toda, o tempo todo temos que procurar aprender, conhecer e se melhorar.
Nesse processo o iniciado vai aprendendo, conhecendo, se auto avaliando, se transformando, se melhorando. E a medida que essa transformação, essa melhora acontece, um novo ser começa a surgir, sua maneira de estar com os outros, na vida também se transforma, o que inevitavelmente trará uma nova consequência, situações mais favoráveis, mas também novos desafios.
E a medida que novos desafios surgem ele quer saber mais, quer aprender sobre Deus e seus mistérios e a medida que aprende, vai conhecendo mais sobre ele mesmo e quer mais meios e força para supera-los.
Nesse período o consulente já alterou sua fé, já enxerga Deus, os Orixás, os Guias de uma outra forma, ele já não escuta os Guias unicamente como o aflito que quer ver resolvido seus males, ele escuta como aquele que acredita, que confia, que de todo coração quer crescer, se desenvolver e se tornar uma pessoa melhor. E tudo isso, ele passa muitas vezes sem se aperceber, pois o processo é quase sempre muito subtil.
3. Normalmente aqui começa um terceiro estágio de seu tratamento, de seu desenvolvimento e ele é convidado por um dos Guias da casa a se desenvolver de uma forma mais ativa sua mediunidade; pois até então ele só a desenvolvia através de comunicação com os Guias e com alguns rituais e orações.
4. Aqueles que aceitam, começam a desenvolver sua mediunidade de Umbanda de uma forma mais activa e o processo de cura se torna mais intenso, pois ele vai aprendendo a sentir o sagrado “dentro” dele de uma outra forma. Ele começa a sentir a força dos Guias, dos Orixás e esse sentir já faz por si mesmo uma transformação, já faz uma cura.
Com o tempo, ele começa a prender com seus Guias, pois a medida que seus Guias vão aconselhando, ensinado outros assistentes, vão ensinando a seu médium também. Ele vai aprendendo uma nova forma de ver a vida, pois muitas vezes a visão, ou a acção do Guia é contrária aquilo que ele pensa e acredita. E por confiar no “seu” Guia, ele começa a refletir sobre “suas” próprias verdades.
Com o tempo ele começa, de forma imperceptível a “absorver” as qualidades de seus Guias e Orixás, sua personalidade vai lentamente e naturalmente sendo moldada através do contacto e do serviço ao sagrado que vibra dentro dele.
Uma poderosa reforma íntima começa à acontecer através de sua proximidade estreita com os Guias e com os Orixás
A oportunidade de trabalhar e se desenvolver com diversos Guias, com diversas linhas de actuação dá ao médium de Umbanda um aprendizado impar. Pois além das características individuais de “seus” Guias, ele absorve uma valiosa forma de conhecimento e transformação através dos modelos (arquétipos) sociais que se apresentam nas diversas linhas de trabalho de Umbanda.
Os Guias que atuam na Umbanda se apresentam dentro de uma determina estrutura psíquica social que facilitam o trabalho de cura e transformação levado a cabo por esses missionários da luz.
O médium de Umbanda, agora umbandista, aprende a conhecer, respeitar e amar o diferente: de exu a preto velho, passando por caboclos, baianos, boiadeiros, crianças e etc. Ele vai aprendendo a conviver com o negro, com o branco, com o índio, com o humilde, com o sarcástico, com o doce, com bravo, etc.
Assim os arquétipos sociais e comportamentais trazidos pelos Guias, criam um impacto doutrinário que associado aos mistérios dos Orixás acoplados em cada linha de trabalho e em cada Guia vai moldando a psique do médium, o fazendo manifestar suas qualidades inconscientemente auxiliando em todos os aspectos de sua vida.
E sem se dar conta, motivado pela vontade de ser melhor, de se sentir melhor, de aprender, de crescer o médium vai superando bloqueios, mentais, emocionais, psíquicos, comportamentais e espirituais.
E vai desenvolvendo uma tranquilidade, uma serenidade dentro dele e o vai deixando mais confiante de viver e vivenciar a vida, pois ele sabe e sente que ele e o sagrado são apenas um, que os dois são partes de uma banda.


“Umbandoterapia – A Terapia de Umbanda

Por Heldney Cals



Lancelot





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Sobre o autor:
Nome: Lancelot
Página: Fórum Portais de Luz

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