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O que é a Atividade Solunar, ou Teoria Solunar?

By : Unknown


Como todos nós sabemos, a Lua exerce uma grande influência sobre a Terra, sendo responsável pelo movimento das marés (preamar e baixa-mar) e velocidade de rotação do nosso planeta, mas além destas verdades incontestáveis, existe também uma teoria que diz existir nos períodos de trânsito lunar (quando a Lua está exatamente no zênite, seja sobre nossas cabeças ou no lado oposto da Terra) uma maior atividade na fauna marinha.

A teoria que propõem este aumento de atividade dos peixes e demais animais marinhos durante o período de trânsito lunar, e consequentemente o alinhamento entre Lua, Terra e Sol, se chama Teoria da Atividade Solunar ou Teoria Solunar. Ela foi proposta em 1926 por John Alden Knight, mas aparentemente ela já existia muito antes disso, pois ela foi elaborada a partir da observação de pescadores que se baseavam nela para obter melhores resultados em suas pescarias.

Embora tenha surgido no meio dos pescadores, a Teoria Solunar não deve ser considerada como uma conversa de pescador, pois para levá-la a público John Knight fez diversas análises sistemáticas dos dados coletados por cientistas e biólogos, até chegar a sua conclusão.

Mas a Teoria Solunar não leva esse nome apenas pela ação da Lua, na realidade ela observa que tal fenômeno só é possível pela ação conjunta das gravidades do Sol e da Lua. (Sol-Lunar= Solunar)

Para entender melhor como isso funciona vejamos a imagem abaixo:


Através da imagem podemos perceber que os períodos de maior atividade solunar são os que ocorrem quando há conjunção entre a Lua o Sol e a Terra, pois nestes momentos existe uma soma entre as gravidades do Sol e da Lua, formando uma maré sensivelmente mais alta que as que ocorrem em quarto crescente ou quarto minguante.
A força da conjunção entre Terra, Sol e Lua é suficientemente forte para afetar, visivelmente, o comportamento dos animais marinhos que durante este período ficam mais agitados. E foi a observação deste fenômeno que permitiu a elaboração da teoria solunar.

Por fim, se o caro leitor chegou até aqui e ainda está em dúvida sobre como tudo isso tem a ver com a filosofia oculta, eu responderei de forma simples e elucidativa, citando duas leis herméticas:

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"(Lei da Correspondência)

"Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação"(Lei do Ritmo)







                                                                                                                                         
Sobre a autora:
Nome: Nienna Stellar
Página: Filosofia Oculta



Desmistificando a astrologia

By : Unknown






Não existe advinhar. Existe ler os sinais!

A dúvida que talvez assalte a muitos, com a relação a astrologia, é quanto a sua credibilidade. Muitos  se questionam como pode a posição dos astros, que se encontram tão distantes de nós, interferir em aspectos da nossa vida e/ou personalidade.
Tal questionamento é bastante plausível, principalmente quando se observa a grande massa de pessoas que acreditam em horóscopos diários feitos sob medida, nos moldes da auto ajuda. 

Diante da necessidade de explicar de forma sucinta e correta como se dá a interação entre os astros e o homem, várias teorias foram elaboradas, e embora algumas tenham sido derrubadas pela ciência, outras permanecem válidas, servindo como um norte para a melhor compreensão do sistema astrológico.
Tais teorias explicativas poderiam ser divididas em dois grandes grupos; o grupo das Teorias Causais e o grupo das Teorias Harmônicas.

TEORIAS CAUSAIS:: Que atribui aos astros a causa das influências exercidas sobre nós, sendo defendida por estudiosos como São Tomás de Aquino.
Destacando-se dentre estas a Teoria GravitacionalTeoria da Ressonância Magnética e a Teoria da Simpatia.

TEORIAS HARMÔNICAS: Defensora da ideia de que os astros são apenas palavras que compõem um grande texto, e que a partir da observação destas palavras soltas seria possível ter um pequeno vislumbre do texto original. Para a teoria harmônica, defendida inclusive por Plotino,  não são os astros propriamente ditos que interferem em nossa vida, eles são apenas um sinal que demonstra uma influencia muito maior atuando por trás deles. 


Com o advento da ciência e suas descobertas no campo das astronomia e da física, as teorias causais foram, com razão, colocadas de lado, mas ainda hoje parece existir alguns seguidores desta crença, atuando na elaboração dos famosos horóscopos diários, revistas com previsões para o ano que se inicia e bizarras tabelas de sinastrias. 

Todavia, a teoria harmônica (ou sincrônica) permanece como a que mais de aproxima de uma explicação final, pois ela é pautada, basicamente, na Teoria da Sincronicidade de Jung, admitindo que dois eventos, aparentemente desconectados, possam estar relacionados, entre si, pelo seu significado. Ou seja, os astros seriam como ponteiros de um relógio que embora marque as horas não é os criador dela, como afirma a astróloga e psicóloga americana Liz Greene:


Os posicionamentos do céu num determinado momento, por refletirem as qualidades desse momento, refletem também as qualidades de qualquer outra coisa nascida nesse momento. (…) Um não causa o outro; estão sincronizados e refletem-se mutuamente.

Desta forma, nem mesmo aquilo que se convencionou chamar de influencia de saturno, influencia de marte, influencia da lua e etc, estaria correto, pois os astros não são os influenciadores, mas sim os demonstradores de certas influências. O mais correto então seria dizer que tal coisa, ritual ou dia, está sincronizado com determinado astro, pois como sabemos O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima. 






                                                                                                                                         
Sobre a autora:
Nome: Nienna Stellar
Página: Filosofia Oculta


Os doze trabalhos de Hércules (parte I)

By : Unknown

Diferente da ordem em que são narrados dentro da mitologia, sob a perspectiva astrológica/iniciática os doze trabalhos de Hércules seguem uma ordem que facilita o entendimento da correlação entre eles.
Aqui neste texto será abordado, obviamente, o enfoque astrológico dos trabalhos, que são retratados, em riqueza de detalhes e extremo simbolismo, por Johfra Bosschart, pintor surrealista e ocultista de nacionalidade holandesa.
O primeiro trabalho é A captura dos cavalos antropofágicos


(O controle da mente)

Diómedes, rei da Trácia, filho de Ares, possuía cavalos que vomitavam fumo e fogo, e que, por ordem de seu dono, comiam os estrangeiros que as tempestades jogavam em seu país. Hércules, cumprindo mais um de seus trabalhos, entregou-o à voracidade de seus próprios animais. 
Este primeiro trabalho está relacionado ao signo de Áries, que no grande homem cósmico representa a cabeça, sendo portanto um signo mental. O cavalo simboliza a atividade intelectual, levando-nos a compreensão de que tudo começa com o controle da mente.
Análise de simbolismo:
O guerreiro, logo atrás do carneiro simboliza Marte, o planeta atribuído ao signo de áries. 
Ao fundo da imagem acima, vemos uma mulher, vestida de verde, com os olhos vendados que caminha tateando a sua volta, simbolizando aqueles que ainda não aprenderam a dominar sua mente, vendados pelo véus de Maia, sendo, por isso, ainda cegos em sua caminhada. 
E mais ao fundo, logo abaixo da tocha que o guerreiro segura, pode-se ver a figura do mago, exatamente  igual ao primeiro arcano maior do tarot (ou segundo arcano maior, se o Louco for considerado o primeiro), que simboliza aquele que já tem conhecimento de suas potencialidades, aquele que já exerce o domínio de suas paixões estando, por isso, apto a iniciação.

O segundo trabalho é A Captura do touro de Creta

 (O aprendizado sobre a natureza dos desejos)

Levar o Touro de Creta vivo até Euristeu. O touro era enraivecido e aterrorizava o povo da ilha grega de Creta, pois Poseidon, o deus dos mares, o havia oferecido a Minos, rei local. Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu. Obviamente, este trabalho está relacionado ao signo de Touro. É a consumação do trabalho anterior, que se iniciou no controle da mente, agora precisa aprender sobre a natureza dos seus desejos a fim de alcançar um maior conhecimento de si mesmo.
Análise de simbolismos:
Logo em primeiro plano vemos o simbolo astrológico de touro dentro de uma flor de sete pétalas. Logo atrás o guerreiro que outrora lutava, agora está deitado ao solo, numa postura de apego ao material e desinteresse pela espiritualidade, indicando um dos maiores defeitos deste signo. Logo atrás dele podemos ver duas crianças que brincam, despreocupadamente, com o elmo do guerreiro, elas representam os elementais da terra, elemento ao qual este signo está relacionado.
Sentada sobre o touro vemos uma mulher que segura uma tocha (a luz do conhecimento) que também representa o elemento fogo, a mulher esta ornada com uma coroa de flores, tal qual a Imperatriz do tarot. Logo atrás dela, no ar, vemos um cupido carregando duas pombas, numa referência ao elemento ar e a Vênus (que na mitologia era equivalente a Afrodite, mãe de Cupido e deusa do amor), planeta regente do signo de touro. Ao fundo, na mesma posição que na imagem anterior era ocupada pelo Mago, agora vê-se a sacerdotisa do tarot, sentada entra as duas colunas (Jaquim e Boaz) 

O terceiro trabalho é A colheita dos pomos de ouro

(O conhecimento de si proprio)

Outro trabalho foi colher os pomos de ouro das Hespérides, filhas de Héspero. Os pomos eram maçãs dedicadas à Juno, por ocasião de seu casamento e eram vigiadas por um dragão. Com a ajuda de Atlas, titã que fora condenada a sustentar o firmamento nas costas, Hércules conseguiu as maçãs e entregou-as a Euristeus.
Como podemos entender, este trabalho representa o signo de Gêmeos e o trabalho ativo sobre si mesmo, a fim de alcançar o conhecimento de si mesmo.

Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos um macaco segurando um globo e um esquadro, simbolizando a evolução e a consciência. Em seguida, vemos dois gêmeos segurando um caduceu. O homem (polaridade masculina) aponta para cima, simbolizando sua condição ativa (triângulo voltado para cima), já a mulher aponta para baixo, simbolizando sua condição passiva (triângulo voltado para baixo) Ao mesmo tempo, este mesmo posicionamento adotado por ambos, remetem a segunda lei hermética; a lei da correspondência.
O caduceu que os gêmeos seguram é o símbolo relacionado a mercúrio, planeta relacionado ao signo de gêmeos.
Atrás da mulher vemos um anjo segurando dois cântaros, semelhante a Temperança, o décimo quarto arcano maior, símbolo da harmonia e do equilíbrio. Do lado oposto, atrás do homem, vemos o louco, arcano de número zero ou vinte e dois, que representa o desequilibrio, a inconsequencia. Atrás deles estão as duas colunas, Jaquin e Boaz, e sobre elas o símbolo do Sol e da Lua. Dois dragões enrolados nas colunas, se entrelaçam acima dos gêmeos, na altura da pelve de outros dois gêmeos suspensos no ar. Estes dragões representam o casamento alquímico.

O quarto trabalho é A Captura da corsa

(O desenvolvimento da intuição)



Caçar a Corsa de Cerínia, um animal lendário com chifres de ouro e pés de bronze. Por causa da grande velocidade com que o animal se locomovia, Hércules demorou um ano para capturá-la e levá-la a Euristeus. Este trabalho está relacionado ao signo de Câncer. Desenvolvimento da intuição= Signo de Câncer (que tem como planeta regente a Lua, que é o astro relacionado a essa característica)
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos uma espécie de crustáceo, simbolizando o signo de câncer, mais abaixo dele estão algumas mãos segurando objetos, onde uma delas segura um medalhão com o símbolo do signo de câncer. Ao lado dessas mãos é possível ver um escaravelho carregando uma pérola, o escaravelho é o símbolo egípcio da reencarnação e a pérola que ele carrega é a alma.

O crustáceo levanta as garras dianteiras em direção a lua, planeta (satélite) referente ao signo de câncer. Ao lado da lua podemos ver um mulher com um arco, simbolizando a deusa Diana (deusa lunar). Logo acima dela podemos ver mais algumas mãos, uma delas segurando um globo com uma cruz, simbolizando o quarto arcano maior.


O quinto trabalho é Matar o Leão de Nemeia 

(Aprendizado sobre o uso do poder e da coragem)


Matar o Leão que apavorava a cidade de Neméia, e levar a pele até Euristeus. Hércules vendo que não conseguia vitória com sua clava ou suas setas matou-o com as próprias mãos. Chegando a frente de Euristeus, este ficou tão assustado com a demonstração de força de Hércules, que ordenou que as próximas provas de vitória fossem feitas fora da cidade.
Este quinto trabalho está relacionado ao signo de Leão, quinto signo do zodíaco. Do ponto de vista oculto, o homem vem se preparando desde o primeiro trabalho, quando aprendeu a dominar sua mente, até chegar o momento em que se torna a verdadeira estrela flamejante: o pentagrama. (Vide Eliphas Levi)
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos o leão, símbolo deste signo, junto ao Sol, seu astro regente. Abaixo dele vemos a luta de Hércules com o leão, simbolizando também o décimo primeiro arcano maior; a força. Do outro lado vemos Apolo, deus solar, e aos seus pés o símbolo astrológico deste signo.

E encerrando esta primeira parte, o sexto trabalho: A tomada do cinturão de Hipólita

(A preparação do discípulo para a iniciação)

Admeta, filha de Euristeus, desejava muito possuir o cinto de ouro de Hipólita, a rainha das amazonas, que era um povo constituído apenas de mulheres e propensas a guerrear. Hércules foi incumbido de buscar o cinto de ouro e assim o fez, com ajuda de alguns voluntários.´
Este trabalho está relacionado ao signo de Virgem, signo onde a cosnciência crística é concebida e nutrida através do período que engloba do signo de Virgem a Peixes.
Análise de simbolismos:
Em primeiro plano vemos um anjo com características femininas simbolizando o signo de virgem, em suas mãos carrega uma ramo de trigo, simbolizando entre outras coisas a pureza e a colheita (feita na época do ano correspondente a este signo). Suas vestes são longas e se fundem com o solo fértil, numa alusão ao princípio feminino gerador. Sob seus pés o símbolo astrológico deste signo. Do lado direito um livro com o desenho da árvore da vida, representando os estudos cabalísticos. Ao lado do livro está o Ibis, pássaro consagrado a Isis, que simboliza a iniciação em sim. Do outro  lado é possível ver um chacal, simbolizando a atenção e alerta na execução das obras. Ao seu lado encontra-se um atanor e uma fornalha, simbolizando os conhecimentos alquímicos. Acima da imagem vemos mercúrio, deus que dá nome ao planeta regente deste signo. E ao fundo, as duas colunas com a figura de um homem no meio, simbolizando o ternário. 



Assim, concluo aqui esta primeira parte, dando liberdade a todos para que comentem e complementem aquilo que julgarem incompleto.  Na próxima postagem darei continuidade aos outros seis trabalhos. 





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Sobre a autora:
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